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domingo, 5 de agosto de 2012

O Gênio Céltico e o Mundo Invisível, Léon Denis





É impossível compreender devidamente a França sem recordar as suas origens. Este livro foi o último trabalho de  Léon  Denis, um dos grandes apóstolos do Espiritismo, que teve a missão de divulgar e engrandecer a Filosofia Espírita.

Nesta obra o autor apresenta um minucioso estudo sobre os países célticos, a origem dos povos celtas e a estreita relação existente entre a sua religião – o Druidismo – e os fundamentos da filosofia espírita.

Além de uma importante documentação histórica, Léon Denis nos apresenta a ascendência espiritual que concorreu para a formação filosófica e moral dos franceses, descendentes diretos dos povos celtas.

Colaboraram no conteúdo da obra importantes Espíritos que viveram no solo francês, como Allan Kardec, Jules Michelet e Jehanne de Domremy (Joana d’Arc).


 “O passado nunca morre completamente para o homem.
O homem pode  esquecê-lo totalmente, mas esse passado
ficará sempre registrado no seu intímo. Porque assim como
ele é, ele próprio, em cada época, ele é simultaneamente
o produto e o resumo de todas as épocas anteriores.”

Fustel de Coulanges – A Cidade antiga


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Júlio Verne


Comemora-se hoje o aniversário de Júlio Verne, em francês Jules Verne, escritor francês, considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.

Júlio Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul.

Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, o que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve em 1861 um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.

A carreira literária de Júlio Verne começou a se destacar quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.

Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas em um balão. Essa história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores se perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado em um balão ou viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e capacidade de pesquisa.




Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente tirou algumas de suas ideias.

O sucesso de Cinco semanas em um balão lhe rendeu fama e dinheiro. Sua produção literária seguia em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram: Vinte Mil Léguas Submarinas, Viagem ao centro da terra, A volta ao mundo em oitenta dias, Da terra à lua , Robur - o conquistador.

Seu último livro publicado foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado pelo bisneto de Verne. Livro de conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não publicá-lo na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu seu conselho e guardou o manuscrito em um cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.

Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Victor Hugo



Em homenagem aos homens de gênio, que contribuíram para o enriquecimento do dote moral e intelectual dos nascidos em França e de toda a Humanidade, nossa especial admiração a Victor Hugo.

Victor Hugo, o gigante da literatura, inspirou uma efusão de generosa simpatia por pessoas miseráveis oprimidas pelo governo. Ele narrou os males do poder do policial, lutou contra a pena de morte, atacou impostos, denunciou tiranos, opôs-se à guerra e expressou confiança na capacidade de um povo livre de alcançar progressos ilimitados.

Sua obra prodigiosa – nove romances, dez peças, cerca de vinte volumes de poesia e vários ensaios e discursos – e freqüentemente lírica fez dele um farol da liberdade no século XIX. Ele rompeu com o formalismo sufocante da literatura clássica francesa, alcançando o imediatismo da linguagem corrente. Escrevia com altos propósitos morais sobre eventos dramáticos, e criou alguns dos grandes heróis do mundo literário. O reconhecimento popular que recebeu foi inédito.

Os miseráveis, o livro mais amado de Hugo, mostra o governo como um opressor incorrigível. Mostra como as obras de caridade feita por indivíduos privados – e não pelo governo – ajudam os pobres. Explica porque empreendedores habilidosos são o motor do progresso humano. Também louva a rebelião contra a tirania, ao mesmo tempo em que deixa claro o porquê de as políticas igualitárias entrarem pela culatra. Seu herói, Jean Valjean, faz o bem pacífica e voluntariamente.

Ayn Rand, uma das fãs de Hugo, cujos romances sobre individualismo heróico venderam mais de 20 milhões de cópias, disse o seguinte à biógrafa Barbara Branden: “Os miseráveis foi a grande experiência. Todas as coisas relacionadas ao livro se tornaram importantes e sagradas para mim; tudo que me lembrava dele era um souvenir do meu amor. Era minha referência fundamental sobre como devemos entender a vida; algo mais amplo do que qualquer aspecto concreto da história. Eu não aceitava as idéias sobre os pobres e marginalizados, mas Hugo as expunha de um modo que eu podia aceitá-las; eles eram vítimas do governo, da aristocracia, das autoridades estabelecidas. O efeito pessoal sobre mim foi me inspirar a busca daquela grandiosidade, daquela escala heróica, da inventividade da trama, e daqueles toques dramáticos e eloqüentes”.

Victor Hugo teve a coragem de agir de acordo com suas convicções. Em 1822, aos vinte anos, defendeu o Visconde François-René de Chateaubriand, um escritor francês famoso que entrara em conflito com o governo. Certa vez, ofereceu sua casa como refúgio para um amigo de infância que fugia da polícia. Durante a Revolução de 1848 na França Hugo saiu em meio aos tiroteios para pedir por um fim à violência.

No fim da sua vida – quando mais tinha o que perder – dedicou –se à causa da liberdade. Quando jovem, apoiara a monarquia francesa; mais tarde, veio a admirar Napoleão Bonaparte por supostamente defender os princípios da liberdade e igualdade. Quando tinha quarenta e nove anos, desafiou publicamente Napoleão III, o tirânico imperador. Em decorrência disto, veio a perder suas luxuosas casas, suas enormes coleções de antigüidades e sua esplêndida biblioteca de dez mil livros; mas ressurgiu como exilado eloqüente, que defendia a liberdade para todos os povos.

Como Jean Valjean em Os miseráveis, Victor Hugo ajudou os pobres com dinheiro do próprio bolso. Começou em casa, ajudando sua esposa, que tinha se afastado dele, e seus filhos, que não tinham muito dinheiro para si próprios. Ordenava a seu cozinheiro que alimentasse os mendigos que aparecessem na sua porta. A cada quinze dias, aos domingos, servia o “jantar das crianças pobres” para cerca de cinqüenta jovens famintos do seu bairro. Em seus diários, abundam os exemplos de caridade pessoal. De acordo com o biógrafo André Maurois, durante seus anos mais prósperos, Victor Hugo chegava a gastar todo mês um terço de sua renda em obras de caridade.

Sua popularidade era tamanha que seus retratos em gravura podiam ser encontrados praticamente em qualquer banca de jornal de Paris. Tinha uma figura atlética, com cerca de um metro e setenta de altura. Seus traços mais característicos eram sua testa larga e seus intensos olhos castanhos. No início de sua carreira, seus longos cabelos castanhos eram penteados para trás e ondulados; no fim de sua vida, ele usava o cabelo – já branco – bem curto, acompanhado de um bigode e uma barba bem aparada.

Era cheio de contradições. Como Graham Robb disse: “Victor Hugo não era uma pessoa com várias máscaras, mas uma Sociedade Limitada de egos, onde cada um se alimentava um do outro, e eram mantidos por um exército de comentaristas…. Gozar de sua intimidade não era suficiente para desfazer a impressão de que ele não era totalmente humano. Era capaz de comer metade de um boi em uma sentada, de jejuar por três dias e de trabalhar ininterruptamente por uma semana. Saía de casa quando o tempo estava horrível e caminhava por ruas escuras à noite, armado apenas das chaves de sua casa”.

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